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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Quero ser grande


Sem fazer alusão ao excelente filme da década de 80, um dos clássicos que marcaram minha infância regada a sessão da tarde, mas o assunto hoje é sobre grandes motos com motores pequenos. Porque no Brasil 125cc tem cara de 125cc?

Sabemos que em alguns países da America do Norte, Europa e Oceania o processo de obtenção da habilitação para motocicletas é bem diferente do Brasil. Nestes países a habilitação possui níveis que começam com 125cc. Em Portugal, por exemplo, quem possui habilitação categoria B, semelhante a nossa categoria B, pode pilotar ciclomotores de até 125cc e 15cv. No caso específico de Portugal a ideia é tirar um carro das ruas, maior e mais poluente, e por uma moto que polui menos e ocupa um espaço bem menor. Ponto positivo para os europeus.




Pensando nas pessoas que são obrigadas a permanecer nessa faixa de cilindrada por períodos de tempo de até 1 ano, os fabricantes e montadoras destes países oferecem uma gama de motocicletas de baixa cilindrada com cara de gente grande. Vejam as foto abaixo.

Estas motos possuem um motor diferente do que conhecemos e temos acesso. São motores com tecnologia de ponta com 1 ou 2 cilindros, refrigerados a água e com alta taxa de compressão, mais potentes e econômicos.

E no Brasil? A categoria de 125cc no Brasil tem como público alvo as pessoas de menor renda e que utilizam a moto para trabalho ou que sonham em ter um transporte próprio. Devido ao custo de produção estas motos podem nao ter uma boa aceitação no mercado brasileiro, pois ficariam com preços próximos às nakeds de 250cc. Inclusive podemos perceber que ainda existe um certo preconceito contra motos pequenas e carenadas.

No ano de 2012 foi proposto pelo Deputado Roberto de Lucena - PV/SP, o  Projeto de Lei 3240/2012, que previa a divisão da categoria A em subcategorias, porém o mesmo foi retirado pelo próprio Deputado. Se um dia isto vier de fato a acontecer poderemos ter um mercado recheado de motocicletas 125cc de "luxo". Mas não vamos entrar no mérito da questão, se a solução é boa ou não para o Brasil. Por enquanto vamos esperar que as montadores nos olhem com mais carinho e tragam mais novidades.






Texto: Demetrius Sanguinete
Fotos: divulgação dos fabricantes

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