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sábado, 18 de maio de 2013

Não entre em alagamentos com sua moto.


A temporada de chuvas chegou, e com ela temos que caprichar mais na manutenção de nossas máquinas. Nestes dias acabei tendo que passar por alagamentos e o resultado não foi nada bom. Antes de mostrar o que acontece com motos que passam com água na metade da roda, vou mostrar algumas dicas para preservar a sua moto na temporada de chuvas.

  • Evite guardar a moto suja - a sujeira vai atuar como acumulador de umidade, facilitando a formação de pontos de oxidação. Em motos com muitos cromados isso é um problema ainda maior.

  • Lubrifique a corrente diariamente - a água lava a corrente e retira toda a lubrificação. Portanto se pegar chuva, lubrifique o mais rápido possível.

  • Não deixe a moto na chuva - as vezes é difícil, mas o ideal é que se não houver garagem ela fique protegida por uma capa, evitando que a água entre principalmente na ignição e nos cabos de comando.
E agora o mais importante, se possível, não entre em alagamentos. O porquê você vê nas fotos a seguir.

Esta semana acabei me vendo no meio de um alagamento em um dia caótico e sem ter como voltar, o jeito foi seguir em frente. Acabei tendo que por a moto em mais três outros alagamentos para poder voltar para casa. Na volta me dei conta de que estava sem o freio traseiro, imaginei que seria por causa da água e assim que secasse ele deveria voltar, mas não foi o que aconteceu. No sábado então resolvi desmontar a moto para averiguar o estrago que a água tinha feito e fiquei surpreso, foi pior do que eu pensava.

Pra começar a corrente estava totalmente sem lubrificante e já com bastante oxidação. A folga inclusive estava bem grande, provavelmente o uso sem lubrificante aumentou o desgaste, mesmo que tenha sido por pouco tempo.



Ao começar a desmontar a roda traseira o eixo já me dava o anúncio do que estava por vir, água, muita água.



Foi então que após a retirada do espelho eu pude ver o motivo da falta de freio, cubo cheio de água, lama, e muito ferrugem em apenas 1 dia de uso. Mas a situação estava pior ainda nos rolamentos, ausência de graxa em uns, e graxa contaminada com água em outros. Se eu continuasse a rodar assim, em breve teria problema de rolamento, que pode vir a causar vários outros problemas.

As rodas possuem retentores de borracha nas extremidades junto dos espaçadores, porém, a função primordial deles é evitar que poeira e areia entrem no alojamento dos rolamentos, não água. Estes retentores devem estar devidamente engraxados ou eles se desgastam rapidamente, e assim permitirão que mais água entre, e com bastante facilidade.



Limpar os rolamento não é uma tarefa muito fácil, muito menos prazerosa. É necessário retirar toda a graxa contaminada e água, somente consegui com o auxilio de jato de ar comprimido, e só então podemos recolocar a nova graxa para rolamentos e montar todo o sistema. Existem rolamentos que possuem retentores de borracha, estes apresentam uma maior vida útil e melhor resistência a penetração da água, porém são mais caros e por isso não equipam as motos de baixo custo.

Portanto, minha recomendação no caso de você não possuir uma moto de trilha, é de que nunca se entre em alagamentos, somente se for extremamente necessário e evitando que a água passe de 1 palmo. Se ainda assim não houver condições de evitar, então faça a manutenção o mais rápido possível, ou o resultado para sua segurança e seu bolso não será dos melhores. Muito cuidado nos próximos dias. Grande abraço.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Recife, Veneza brasileira

Cronica de um motociclista, sexta feira, 17 de maio de 2013. Ahh a sexta feira, último dia de trabalho, dia do happy hour, o dia mais feliz da semana, ooopaa, não esta. Acordei e não sabia o que me esperava neste dia tão esperado por todos que trabalham e estudam. Não me dei conta mas deve ter chovido a noite toda, saí de casa achando que estava preparado e equipado para encarar o temporal. Logo na saída de casa já me deparo com um alagamento na altura do joelho, então vamos pelo caminho alternativo. 10 km extras e descubro que não devia ter saído de casa, mas já que estava ali, vamos em frente. Em frente para quê e para onde? por onde quer que eu fosse dava de cara com alagamentos e engarrafamentos monstros. Estava literalmente ilhado, nunca tinha saído de casa em um dia como este e de moto ainda por cima. Um quase acidente ali, uma derrapada aqui, uma bota encharcada acolá e decidi que deveria voltar para casa. Mas como? sim, como voltar. Faz um horinha aqui, outra acolá, pega atalho, sobre calçada, empurra moto e após 3 h certinhas na rua, eu consigo finalmente chegar em casa.

domingo, 12 de maio de 2013

Taquaritinga do Norte