domingo, 12 de maio de 2013

Taquaritinga do Norte


Olá amigos,  desta vez a estrada nos levou a Taquaritinga do Norte, um município do meu querido Pernambuco que fica a 190 km da capital, e é conhecido como a "Dália da Serra" por apresentar muitos exemplares desta flor em suas praças. O clima é relativamente ameno, a temperatura média anual é de dezoito graus Celsius. E foi lá que de 21 a 24 de Março de 2013 aconteceu o Taquaritinga Motofest, e nos fomos conferir.

Dessa vez eu resolvi levar a YBR para passear na estrada, primeira vez que ela pegaria a estrada para viajar e estava curioso para saber como ela se sairia. Saímos no Sábado dia 23, e para começar o dia bem, nos encontramos na Harley Davidson Recife para tomar aquele café da manhã 0800 na companhia de vários outros amigos motociclistas. A Harley Davidson já virou ponto de encontro nos sábados pela manhã, e ela ainda oferece um café da manhã bastante variado e sem custo nenhum. Bucho forrado partimos em direção a Caruaru pela BR 232, pois neste dia também era o aniversario da loja Shop 46, Logicamente não chegamos lá sem antes parar para esticar as pernas e fazer um lanche no Rei das Coxinhas de Gravatá, já já eu viro sócio marketeiro, mas fazer o que, o negocio é bom mesmo!

Depois de forrar a barriga mais uma vez em Caruaru, seguimos para nosso destino final. Com a BR 104 já com um bom trecho duplicado a viagem ficou mais tranquila, ao chegar em Toritama passamos por uma ponte que no inicio não me atentei, mas era o Rio Capibaribe, na verdade não vi o rio, e sim somente o seu leito seco, triste visão. Paramos para reabastecer e já damos de cara com a serra que iriamos subir, a YBR não sabia o que a aguardava. Seguimos em frente e passamos pela cidade de Vertentes, com um bonito e verde pórtico. Vertentes me pareceu um oásis contrastando com o resto do agreste pernambucano que sofre com a seca. Passando Vertentes nos encontramos com a Serra da Taquara, e la se vai a 5° marcha, 4° marcha, 3° marcha , velocidade de 50 km/h e vamos embooora. Fizemos uma parada no meio da serra para tirarmos fotos e tivemos a presença de dois integrantes do Matutos Moto Grupo.

Terminando de subir a serra entramos na cidade e nos deparamos com um letreiro holywoodiano no topo de um monte com o nome da cidade. Pensei logo, vou ter de subir lá, se nao for dessa vez um dia eu volto. Estando na cidade é hora de arrumar um local para dormir, eu e mais outro amigo iriamos dormir em pousada ou hotel mas não encontramos vagas. Seguimos então para a área de Camping sem saber o que faríamos, mas tudo bem, todo motociclista é aventureiro e dormir no banco da praça não é nada, o importante era o show da banda Sete, Joãozinho é o cara do vocal, show imperdível na praça principal da cidade curtindo a temperatura de 20° C. E não é que depois de curtir o show arrumamos um edredom para forrar a melhor cama ortopédica do mundo, o chão! Quem não tem cão... Vale ressaltar aqui que a área de Camping estava muito bem organizada em um colégio, pelo menos quando fui ao banheiro encontrei-o sempre limpo e a área nos passou sempre uma sensação de segurança. Ponto para a organização.


Domingão de sol e o Taquara Moto Clube nos presenteou com um café da manhã de primeira para podermos seguir viagem. Após o café seguimos para a rampa do Pepê, localizada na serra da Taquara, que tem 1.060 m de altitude e é a mais alta de Pernambuco. O acesso está muito ruim pois a rampa está abandonada e sem manutenção. Ouvimos relatos que ocorreram atritos entre o proprietário do terreno e a prefeitura, e por isso um ponto turístico tão importante para a cidade está desativado. Na foto de capa deste post, você pode conferir como ela era quando estava na ativa. É uma pena, mas a vista vale a pena cada centímetro de terra e buraco que você tem de enfrentar para chegar lá, e da lhe YBR.

Infelizmente a subida ao letreiro da cidade acabou ficando para a próxima, pois  já era hora de voltarmos. Assim, começamos a descer a serra mais ou menos 10:30 h, e a surpresa da volta foi o clima absurdamente quente e seco, todos relataram que com o calor decidiram abrir a viseira mas o ar seco e quente que vinha da pista piorou ainda mais a situação, assim era melhor ficar com a viseira fechada pois eu cheguei a ter os lábios rachados por conta disto. Mas como sempre, nada que afete o brilho da viagem, ao contrário, acrescenta mais história e enriquece a experiência. Ficou aquele gostinho de quero mais e penso em voltar para conhecer melhor a cidade, aliás tenho um projeto de conhecer o meu estado e espero em breve acrescentar um novo capítulo. Grande moto abraço.









Fotos: Demetrius Sanguinete, Renata Mendes, Wikipédia.

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