terça-feira, 19 de novembro de 2013

Diário de bordo de uma YBR 125 ED (parte 3)


Amigos, estamos aqui retirando a poeira deste blog, muitas coisas aconteceram e eu acabei sem tempo de atualizar. Mas vamos ao que interessa, apesar do lançamento da nova Fazer 150 e da leve remodelação da YBR, eu deixo aqui a terceira parte do teste da YBR 125 ED 2012, o que em matéria de mecânica, é idêntica a 2013.

Como havia relatado no Diário de bordo parte 2, o serviço da concessionária Disnove não me agradou, isso sem falar no valor absurdo cobrado pela revisão, mas no fim acabei pagando o preço certo. Porém, cansa saber que eu teria de brigar novamente para pagar o preço justo. Assim sendo, não levei a Y para fazer a revisão de 3000 km e fiz a mesma em casa. Foi só seguir as recomendações do manual e vimos que não tem muito segredo, troca do óleo, checagem de folgas nas suspensões, lubrificação de corrente, coisa que eu faço toda semana ou todo dia se chover, e algumas outras poucas tarefas de checagem de itens. Lembrando que se você não se sente a vontade para realizar o serviço, então procure uma concessionária mesmo, ou um mecânico de confiança.

Aos 2000 km comecei a sentir uma pancada na transmissão, no começo não dei muita atenção, mas devido a um rangido, um barulho que parecia vir da roda traseira, acabei por aproveitar a ocasião da revisão e tirei-a do lugar para checar, e não é que acabei descobrindo dois problemas prematuros na YBR. O barulho de pancada vinha das borrachas da coroa que perderam sua função cedo demais, e para minha surpresa, o rangido vinha do guarda pó da coroa, um retentor de borracha que tem como função evitar que poeira penetre nos rolamentos de roda e coroa. Esse guarda pó deve estar sempre engraxado para evitar que o calor do atrito dele com a bucha metálica não os danifiquem, mas ele estava seco!!! A bucha ficou marcada e o retentor desgastado, o mesmo custa 21 reais na Yamaha, mas podemos encontrar mais barato em loja de retentores e rolamentos, basta que tenhamos a medida ou o levemos na loja para conferir. Isso mostra uma grande falha da Yamaha, pois não passei por alagados antes desta revisão, o post de manutenção após o alagamento no Recife foi depois deste ocorrido, além disso não vejo motivo para esta roda ter sido desmontada na revisão de 1000 km na Disnove, sendo assim, a última a revisar a moto foi a Yamaha ou a Via West, concessionária onde a moto foi comprada. Isso mostra para vocês como as concessionárias e fabricantes estão preocupados com nosso patrimônio.

Aproveitei a revisão e fiz algumas alterações na pequena, vela de Iridium e um pinhão de 15 dentes na transmissão. De imediato não senti nada de diferente após a nova vela. A moto não mudou seu comportamento em nada, as partidas as vezes parecem ser mais rápidas, mas não sei se é efeito placebo. Aliás esse carburador da YBR deve ter passagens de gasolina igual fio de cabelo, pois vivem entupindo, atrapalhando as partidas a frio. O macete para desentupir é apertar e soltar o parafuso da mistura ali no lado esquerdo do carburador com o motor ligado.

Agora o pinhão foi uma modificação muito agradável, ele deixa a moto muito mais confortável para andar a 70, 80 km/h, menos vibração e menos barulho, já que não é necessário subir tanto o giro do motor para manter a mesma velocidade. Em compensação ele cobra o seu preço, a saída fica mais lenta, e com garupa então que o bicho pode pegar, depende do peso do conjunto piloto e garupa. As marchas devem ser trocadas em velocidades maiores para o motor não reclamar, mas como ando mais de 90% do tempo sem garupa, eu gostei.

O consumo melhorou, cheguei a fazer 48km/L na cidade, e não faco menos que 46km/L, estou sempre nessa faixa. Recentemente viajei com Y para o Taquaritinga Motofest, e gracas ao pinhão eu gastei apenas 24 reais para ir e voltar, média de 42km/L. Fiquei surpreso, esperava no máximo uns 35 km/L. Não posso afirmar 100% que isto se deveu ao conjunto vela de Iridium e pinhão de 15 dentes, mas aprovo e recomendo o uso dos dois, desde que você considere se é mais vantajoso ter saídas lentas e subidas de ladeira mais difíceis, ou maior durabilidade do seu motor aliado a economia e conforto em médias velocidades.

Tirando os pequenos percalços com a rede Yamaha, eu ainda continuo satisfeito.

Confira a parte final.

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