terça-feira, 26 de agosto de 2014

Diário de bordo de uma YBR 125 ED (Final).

Amigos leitores, para que esta novela não fique sem fim, vamos dar um ponto final a este teste feito exclusivamente na visão de um consumidor. Foi um teste curto mas que teve alguns pequenos problemas que mostraram que nem sempre o serviço das autorizadas é o melhor. Para quem não leu, aqui estão as partes 1, parte 2, e parte 3.

Após 10 mil km com a Factor acabei decidindo por vende-la para pegar uma moto de maior cilindrada, uma moto que encarasse viagens sem problemas, e já com o pensamento na Expedição.

Tudo ia muito bem, quando aos 10.000 km tive um problema inusitado, a mola que atua no eixo do pedal de marchas, e que faz com que ele se situe no centro do percurso, quebrou. Como eu estava na rua, foi um pouco complicado voltar para casa com o pedal de marcha bambo. Eu nunca tinha visto esta mola quebrar, se não foi pelo trânsito de Recife, que nos faz passar de marcha centenas de vezes ao dia, só pode ter sido defeito de fábrica. De qualquer forma eu digo, Recife 1 x 0 YBR. A mola custou apenas R$ 4,50, mais uma junta da tampa direita do motor e 1L de Yamalub, pois quando a tampa fosse aberta eu perderia o óleo que só tinha 100 km rodados, e a mão de obra foi minha. Bem pelo menos foi barato.


Aos 10 mil km também, a corrente de transmissão começou a dar estalos, ela já não casava muito bem com a coroa e pinhão, problema causado muito provavelmente pelo excesso de chuvas no ano passado, como ela não era de retentor acabava ficando sem lubrificação, inclusive, isso me fazia ter de esticá-la praticamente quase toda semana. Portando pessoal, corrente sem retentor tem ser lubrificada imediatamente após a chuva. Saiba a diferença entre as correntes aqui.

Recapitulando a curta vida da YBR comigo, aos 1000 km tive uma "briga" com a concessionária para pagar o valor justo da revisão, típico das Yamahas aqui no Recife abusar do cliente desta forma. Aos 2000 km os calços da coroa perderam um pouco de sua função e estavam causando barulho. Na revisão de 3 mil km achei o retentor da roda traseira sem lubrificação, relatado no Diário de Bordo parte 3. Durante o uso da YBR, uma coisa que sempre chateava era a frequência com que o carburador entupia, provavelmente devido a qualidade de nossos combustíveis, tive que retirar para limpar duas vezes, todas duas depois de ficar uma semana sem rodar. Pelo menos ele é muito fácil de desmontar e limpar.

Considero que ela deixou um saldo positivo apesar dos pequenos percalços. Com uma média de consumo girando sempre por volta de 46 km/L, ela vai deixar saudades com certeza. Nestes 10 mil km não foi necessário trocar pastilhas, lonas de freio e nem pneus. Imagino que chegariam aos 20 mil km sem necessidade de troca caso a moto fosse utilizada com zelo.


Para deixar a opinião final sobre a moto, eu compraria de novo a YBR. Ela é uma moto honesta, pois custa barato, é econômica, confortável e resistente. Apesar dos problemas que eu tive, já vi motos de amigos rodando 100 mil km sem precisar trocar nada, com exceção de freios, pneus, cabos de comando e etc... Para mim os inconvenientes da moto são a corrente sem retentor, que dá muita manutenção, e o carburador que entope muito.

Nesse meio tempo a YBR mudou, ficou mais barata mas perdeu alguns equipamentos, assim como foi lançada a Fazer 150 com injeção eletrônica e muitas modificações em relação a velha de guerra YBR 125. Podemos ver que a YBR não briga diretamente com a nova Fazer, que está em um nicho diferenciado. Se não fosse nossas altas cargas de impostos e o lucro excessivo das montadoras, não haveria a necessidade de existir a YBR, pois as 150 estariam com um preço mais acessível. Este é o fim do Diário de Bordo da YBR.

0 comentários:

Postar um comentário